Morpho butterfly
Guias dos Repertórios
Português

Guia para o Complete Repertory

Fonte de Informação

Modificações textuais no Kent's Repertory

Abreviações de remédios foram alteradas

Grau dos medicamentos

Reorganizando as rubricas no capítulo mente

Reorganização das rubricas em outros capítulos

Adições e Referências

Reestruturação anatômica das rubricas

Reestruturação das rubricas gerais

Legenda ao Complete Repertory


Os repertórios mais usados neste último século foram o Kent’s Repertory, Bönninghausen’s Therapeutic Pocketbook, Boger’s Bönninghausen Repertory, Barthel e Klunker’s Synthetic Repertory e Künzli’s Repertorium Generale. Certamente todos são excelentes repertórios, mas todos têm seus erros e imperfeições. A riqueza e exatidão de nossos repertórios é de vital importância, uma vez que nós os usamos como ferramentas principais para nos direcionarmos à escolha do simillimum. Por esse motivo, nós precisamos de um repertório que cubra o máximo de informação possível e que tenha o máximo de rubricas possíveis verificadas junto às suas fontes originais.

  • Para um repertório ser confiável ele deve referenciar a fonte mais antiga de uma determinada adição feita ao mesmo. As fontes mais antigas possuem preferência às mais recentes.
  • Para manter continuidade, ele deve mostrar o número relativo à página onde se encontra a rubrica, quando esta advém de outros grandes repertórios.
  • Para ajudar profissionais iniciantes e os mais experientes a achar exatamente o que eles estão procurando, o repertório dever possuir um vasto número de referências cruzadas.
  • E, para nos possibilitar focalizar o simillimum, ele deve conter adições de todas as fontes disponíveis que se possa ter confiança.

Origem e Construção

Fonte de Informação

A fonte de informação que nós usamos para criar este repertório adveio da primeira, terceira e sexta edição americana do Kent’s Repertory. Essa informação foi combinada com muitas correções e adições encontradas em:

  • Jornais Homeopáticos
  • Final General Repertory, de Schmidt e Chand
  • Repertorium Generale, de Künzli
  • Additions and corrections to Kent’s Repertory, de Sivaraman
  • Additions to Kent’s Repertory de Boger e
  • Correções ao Boger’s Bönninghausen’s Repertory de CCRH (existe uma grande quantidade de material em Kent que advém deste repertório, enquanto baseado no Therapeutic Pocketbook).

Em adição às correções acima, nós extensivamente verificamos e corrigimos abreviações de remédios que eram confundidas. Exemplo: Am-br. ao invés de Ambr., ou Cocc., ao invés de Coc-c. Ou vice-versa.

Modificações Textuais no Kent's Repertory

A hierarquia e texto de cada rubrica foi examinada e as incosistências foram corrigidas. A palavra mais importante de uma rubrica foi movida para o início da mesma rubrica.

Exemplo: Durante Micção foi mudado para Micção, Durante.

As rubricas foram re-alfabetizadas de acordo com a hierarquia usada no Kent’s Repertory e esta hierarquia foi aperfeiçoada se comparada com a de Kent. A hierarquia das rubricas foi re-estruturada para seguir o formato: Geral; lados (unilateral, esquerdo, direito); horários; agr. e melh.; modalidades e concordâncias; estendendo-se para; localizações e sensações (dor). Todas as rubricas agr. com sub-rubricas melh. foram reorganizadas. Exemplo:

  Agachando-se agr.:
    melh.:
fica Agachando-se:
    agr.:
    melh.:

Terminologia antiga foi substituída, quando claramente necessário, para uma terminologia mais moderna de acordo com a língua portuguesa.

O texto das rubricas, quando não claro, foi corrigido para igualar-se aos textos da materia medica.

Nós substituímos o uso inconsistente de várias palavras com o mesmo significado por uma única palavra em toda a parte. Exemplo: Urinação por Micção.

Abreviações de Remédios foram Alteradas

Abreviações de remédios foram examinadas. Abreviações diferentes para um mesmo remédio foram juntadas. Exemplo: M-ART foi trocado para M-P-A. Os remédios em cada rubrica foram re-alfabetizados de acordo com a ordem de abreviações ao invés da ordem alfabética dos nomes completos dos remédios. Algumas abreviações de remédios foram alteradas para assegurar menos confusão sobre o que cada abreviação indica. A confusão era particularmente evidente para os sais minerais, metais, ácidos e acéticos.

As agravações, melhorias e os concomitantes de Bönninghausen. Nós incluímos as rubricas gerais de Bönninghausen, como as encontradas no Boger’s Bönninghausen Repertory, no final de cada capítulo, sob a rubrica principal “Bönninghausen”, mas somente nos capítulos onde é possível fazer esta inclusão.

Bönninghausen agrupou modalidades específicas existentes (agravações e melhorias) e concomitantes (sintomas ocorrendo concomitantes com outros sintomas) e, desta forma, ele criou rubricas gerais que pudessem representar remédios conhecidos por possuírem a modalidade específica em uma ou mais rubricas específicas mas sem o específico, e rubricas que pudessem representar remedios possuidores de sintomas concomitantes em situações específicas mas, novamente, sem o específico. Ele trabalhou desta forma porque o seu raciocínio era de que, quando um remédio possui uma modalidade específica ou concomitante, em uma situação/rubrica específica, ele também possui aquela modalidade ou concomitância geral. É possível trabalhar usando este sistema de repertorização e, porisso, nós incluímos estas modalidades gerais e concomitantes.

As novas regras:

Aceticum, aceticas terminam em -acet. Previamente -a., ou -ac., ou -acet. Exemplo: Am-a foi trocado para Am-acet.

Alcaloides terminam em “in” (embora ainda existam algumas exceções). Exemplo: Dub. Foi alterado para Dubin., Coni-br. Foi alterado para Conin-br.

Arsenicosums, arsenicicums etc. Terminam em -ar. Previamente -ar. ou -a ou -ars. Exemplo: Nat-a foi alterado para Nat-ar.

Carbonicums terminam em -c. Uma exceção foi feita, devido ao peso do seu uso tradicional, para Calcarea carbonica, a qual permaneceu como calc.

Cyanatums terminam em -cy. Previamente, algumas vezes, era -c. Exemplo: Arg-c foi alterado para Arg-cy.

Ferro-cyanatums terminam em -fcy. Previamente em -fer. Exemplo: Kali-fer. Foi alterado para kali-fcy.

Iris. Todas Iris agora começam com Iris- seguido da abreviação da sub-espécie.

Magnetos começam com M-. Previamente Mag-, para evitar confusão com as Magnesias, as quais todas lembram Mag-. Exemplo: Mag-p-a. Foi alterado para M-p-a.

Lacticums terminam em -l. Previamente -l ou -lac. Exemplo: Ferr-lac. foi alterado para Ferr-l.

Metallicums não possuem mais sufixos. Exemplo: Arg-m. Foi alterado para Arg.

Muitos metais como Aurum não possuem sufixo, enquanto alguns como Arg-m.o possuía. A exceção à regra, devido ao peso do seu uso tradicional, é Arsenicum metallicum, o qual permanece como Ars-met. Isto também evita confundir a abreviação deste remédio com os muriaticums e para exibir a diferença com Ars., o qual simboliza Arsenicum album (o que no futuro poderia mudar para Ars-o., uma vez que representa Arsenicum oxidatum).

Muriaticums terminam em -m. Previamente -m. ou -mur. Exemplo: Arg-mur. foi alterado para Arg-m.

Nitricums, nitrates etc. terminam em -n. Previamente, algumas vezes, em -nit. Exemplo: Stront-nit. foi alterado para Stront-n.

Oxidatums terminam em -o. Previamente -ox., ou -o. Exemplo: Ant-ox. Foi alterado para Ant-o.

Oxalicums terminam em -ox. Previamente -ox., ou -o. Exemplo: Kali-o foi alterado para Kali-ox.

Sulphuricums, sulphates, sulfites etc. terminam em -s. Previamente, algumas vezes, era -sul., ou -s. Exemplo: Merc-sul. foi alterado para merc-s.

Muitas abreviações de remédios menores têm sido alteradas com a finalidade de não confundir eles com abreviações de outros remédios, as quais representam remédios completamente diferentes. Exemplo: Cocc-s (Coccinella septempunctata, um inseto) foi alterado para Cocci-s. para não confundir com Cocc.

Alguém pode pensar que Cocc-s seja um outro gênero da família cocc., o que não é o caso. Exemplo: Crot-t (Croton tiglium, uma planta) foi alterado para Crot-t, para não ser feita confusão com Crot-h. e Crot-c., as cobras Crotalus.

Grau dos Medicamentos

O grau dos medicamentos tem sido escolhido usando guias específicos para os graus indicados na Materia Medica. Existem muitos exemplos.

  Complete Repertory
Materia Medica Pura e Chronic Diseases de Hahnemann  
Texto com impressão normal não freqüentemente visto nas experimentações e nos pacientes Grau um, texto normal
Texto negrito visto mais freqüente nas experimentações/pacientes Grau dois, itálico
 
Archiv and Additions to the Materia Medica Pura de Stapf  
Texto normal   Grau um, texto normal
Texto e x t e n s o   Grau dois, itálico
 
Noack e Trinks Handbüch der Homöopathischen Arzneimittellehre  
Texto normal   Grau um, texto normal
Texto e x t e n s o   Grau dois, itálico
 
New Manual of Homoeopathic Practice de Jahr  
Texto normal   Grau um, texto normal
Texto itálico   Grau dois, itálico
(Ambos podem incluir sintomas patogenéticos das experimentações e que também no paciente, indicado por um ° e sintomas patogenéticos e clínicos em texto normal e itálico, indicados por um *.)
 
Guiding Symptoms, Analytical Repertory of the symptoms of the Mind de Hering
O Repertory to the Guiding Symptoms de Knerr
| ou sem sinal sintoma patogenético ocasionalmente confirmado Grau um, texto normal
|| sintoma patogenético mais freqüentemente confirmado Grau um, texto normal
| (negrito) sintoma verificado por curas Grau dois, itálico
|| (negrito) sintomas repetidamente verificados por curas Grau três, texto negrito
pointing finger sintoma característico aprovado Grau três, texto negrito
Θ, letra grega tetha: indica uma patologia específica ou estado fisiológico, durante o qual um sintoma específico foi curado pelo remédio. Nós incluímos estes remédios quando há mais de uma entrada para aquele estado e/ou quando aquelas entradas não são texto normal. Estes remédios possuem um certo valor, não somente restrito à esta situação específica e, por este motivo, devem ser mencionados. Sintomas toxicológicos foram incluídos. Π sintomas foram incluídos, eles representam sintomas observados em doentes. O repertório de Knerr omite os sintomas Θ e Π.
 
Encyclopaedia of Pure Materia Medica de T.F.Allen  
Texto normal sintomas não verificados Grau um, texto normal
* Texto normal sintomas verificados Grau um, texto normal
Texto itálico mais freqüente nas patogenesias Grau dois, itálico
* Texto itálico mais freqüente nas patogenesias, verificado em curas Grau dois, itálico
Texto negrito freqüente nas patogenesias Grau três, texto negrito
* Texto negrito freqüente nas patogenesias e verificados nas curas Grau três, texto negrito
 
Materia Medica dos Nosódios de H.C. Allen
Ele provavelmente usou uma combinação de informação de Jahr e Hering
 
| ou nenhum sinal sintoma patogenético, não ou ocasionalmente confirmado Grau um, texto normal
|| sintoma patogenético mais freqüentemente confirmado Grau dois, itálico
Itálico sintoma patogenético mais freqüentemente confirmado? Grau dois, itálico
| Itálico sintomas verificados em curas? Grau dois, itálico
||| sintoma freqüentemente confirmado por patogenesias Grau três, texto negrito
Θ, letra grega tetha indica uma situação patológica ou fisiológica específica, durante a qual um sintoma específico foi curado por este remédio (um exemplo pode ser visto em Lac vaccinum defloratum).
 
Materia Medica de W.Boericke e Repertory de O.Boericke  
Texto normal   Grau um, texto normal
Texto itálico   Grau dois, itálico
 
Dictionary of Practical Materia Medica de J.H.Clark  
Texto normal   Grau um, texto normal
Texto itálico   Grau dois, itálico
 
Lectures on Homoeopathic Materia, Medica, Lesser Writings Minor Writings de Kent
Texto normal   Grau um, texto normal
Texto itálico   Grau dois, itálico
Texto MAIÚSCULO   Grau três, texto negrito
Os graus foram verificados comparando esta materia medica à outra e às entradas para remédios específicos feitas no Final General Repertory.
 
Bönninghausen Repertory de Boger
Therapeutic Pocket Book de Bönninghausen e o Systematisch Alphabetisches Repertorium der Antipsorischen, Nicht Antipsorischen Arzneien de Bönninghausen
A mesma divisão foi usada, por Hering, a partir de Bönninghausen.
(Texto entre parêntesis) condicional  
Texto normal   Grau um, texto normal
Texto itálico   Grau dois, itálico
Texto Negrito Começando Com Letra Maiúscula   Grau três, texto negrito
Texto MAIÚSCULO   Grau três, texto negrito
Texto NEGRITO MAIÚSCULO   Grau três, texto negrito

As adições de P.Schmidt, conjuntamente com os sintomas característicos do Guiding Symptoms de Hering, são as únicas adições que podem eventualmente receber grau quatro, recebendo também o sublinhado e o negrito. Estas adições encontram-se nesta posição para confirmar sintomas patogenéticos repetidamente verificados na prática.

Nas rubricas principais do Complete Repertory estão sempre incluídos todos os remédios achados em suas sub-rubricas. Esta modificação tem sido discutida com muitos colegas e a maioria deles a aceitou. Do ponto de vista de que um repertório é, antes de mais nada, um index para a materia medica, esta linha de conduta pode facilmente ser defendida. Todos os remédios nas sub-rubricas não constantes na rubrica principal tem sido adicionados em tipo normal. Os remédios de Kent das sub-rubricas estão indicados por número 1058 somente. Quando um remédio constante na rubrica principal, advinda de um autor mais recente (muitas vezes Kent), e o autor para este mesmo remédio na sub-rubrica é mais antigo, este mesmo remédio receberá o número do autor mais antigo, no momento que ele passará a fazer parte da rubrica principal. O grau deste remédio na rubrica principal foi deixado como estava. Dependendo da maneira como se repertoriza, isto pode ser muito útil e, em casos em que pacientes não podem especificar claramente os seus sintomas, é muito útil ter uma vasta coleção de todos os tipos possíveis de remédios na rubrica principal. Este aumento não deve fazer com que os homeopatas usem somente as rubricas principais. Sabe-se muito bem que, em homeopatia, o melhor caminho para se achar o similimun é através das rubricas (sub-rubricas) mais específicas.

Uma vez que sentimos que foi criado o repertório estilo kentiano mais preciso e correto possível, nós começamos a trabalhar nas melhorias e adições.

Reorganizando as Rubricas no Capítulo Mente

Foram feitas algumas alterações e adições importantes nas rubricas do capítulo MENTE. Após conversar com muitos homeopatas, surgiu uma idéia geral de que os Sonhos formam uma parte substancial do capítulo MENTE. Os Sonhos representam impressões emocionais e tensão mental.

A localização das rubricas principais e suas sub-rubricas para Fala nos capítulos MENTE e BOCA do repertório foram alteradas. O motivo original que Kent colocou Fala na MENTE e outra parte da Fala no capitulo BOCA foi porque ele queria fazer uma diferença para estas rubricas da Fala que possuem uma etiologia mental/emocional, para serem distinguidas daquelas rubricas da Fala que possuem etiologia mais fisiológica. Mesmo assim, muitas rubricas haviam sido confundidas ou estavam expostas a interpretações errôneas. Nós re-examinamos o significado das rubricas e então as colocamos, ou no capítulo novo FALA e VOZ, ou nós as colocamos sob outras rubricas principais, principalmente Falar, falando, fala quando a sua etiologia era mais mental-emocional. Exemplo: MENTE; Fala; dificil (Kent p.81) foi alterado para MENTE; Falar, falando, fala; difícil. Exemplo: MENTE; Fala; incoerente (Kent p.81) ficou FALA e VOZ; Fala; incoerente. A rubrica principal Fala em FALA e VOZ inclui todas aquelas rubricas relacionadas à parte motora da fala.

As ansiedades e apreensões corpóreas foram incluídas no capítulo MENTE dentro de Ansiedade. A razão porque se procedeu desta maneira é porque, embora sentida em uma parte específica do corpo, ainda é uma expressão de valor emocional e, desta forma, deve ser incluído no capítulo MENTE. É claro que nós preservamos estas rubricas no capítulo da parte específica do corpo. Exemplo: ESTÔMAGO; Ansiedade no, foi incluído na MENTE; Ansiedade; estômago, no.

As diferentes rubricas principais da MENTE Fala; Falando, Fala, foram combinadas em uma rubrica Falar, falando, fala, uma vez que eram inconsistentes em seu significado e eram, porisso, confusas.

As sub-rubricas mencionando animais, corpo ou partes do corpo, sob as rubricas principais Ilusões, Sonhos e Medo, foram colocadas junto sob uma hégide: corpo, parte do corpo ou animais. Exemplo: Medo; cachorros, de (Kent p.44) ficou Medo; animais; cachorros, de.

Na rubrica principal Ilusão, muitas sub-rubricas com o mesmo significado foram achadas e seus remédios foram transferidos para o local mais lógico de expressar aquela informação. Nós colocamos referências cruzadas onde a rubrica específica esteve no Kent’s Repertory, para indicar o local para onde ela foi movida.

Reorganização das Rubricas em Outros Capítulos

Em todos os capítulos as Descolorações e Erupções foram re-organizadas de forma que agora todas as suas sub-rubricas seguem o mesmo layout hierárquico. Seu layout agora é: a rubrica geral, com suas sub-rubricas arranjadas pelas modalidades de tempo, as modalidades gerais e suas localizações, depois seguidas das colorações específicas ou específicos tipos de erupções com suas localizações específicas como sub-rubricas. No Kent’s Repertory você podia algumas vezes achar as localizações primeiro com os tipos como suas sub-rubricas em um capítulo e, em outro capítulo, a hierarquia geral acima mencionada.

Em todos os capítulos, as rubricas principais Dor, exceto para o capítulo DOR DE CABEÇA e capítulo DOR NAS EXTREMIDADES, foram re-organizadas hierarquicamente. Todas elas começam com a rubrica Geral, com as sub-rubricas arranjadas pelas modalidades de tempo, as modalidades gerais e causas e as rubricas “estendendo-se para” seguidas pelos tipos de dor, incluindo “migratória”, “irradiante” e “pulsante/latejante” que estavam antigamente em sub-rubricas de Dor; Geral. As rubricas Dor dos capítulos CABEÇA e EXTREMIDADES foram transferidas para seus próprios capítulos a fim de minimizar confusões resultantes do seu tamanho e pela profundidade de sua hierarquia.

Muitas localizações corporais foram movidas para um ou para o mesmo capítulo com a finalidade de serem consistentes. Fronte, como uma localização, podia ser achado em ambos capítulo FACE ou CABEÇA, e todas as instâncias foram movidas para o capitulo FACE, com referências cruzadas para a localização antiga. No capítulo NARIZ, as rubricas Erupções, somente foram mantidas aquelas que estão em “Erupções, interno” e todas as outras foram movidas para o capítulo face. No capítulo FACE, todas as localizações para “ sobrancelhas, em volta” foram adicionadas, a maioria delas advindas do capítulo OLHO. Erupções em volta dos olhos no capítulo OLHO foram mantidas lá.

Todos os ruídos, em todos os diferentes capítulos, têm sido colocados juntos, como no capítulo OUVIDO, sob a rubrica principal Ruídos.

Estabelecendo uma linha com as sugestões manuscritas por Kent, como as achadas nas cópias de Pierre Schmidt do Kent’s Repertory, novos capítulos foram criados para PALADAR e OLFATO, igual aos já existentes capítulos para VISÃO e AUDIÇÃO.

As rubricas Aversão e Desejo, no capítulo ESTÔMAGO, foram mudadas para GENERALIDADES onde elas podem ser achadas combinadas sob a rubrica principal Comidas e Bebidas.

No capítulo ESTÔMAGO, as rubricas Indigestão e Desordens foram re-organizadas, de forma que agora a rubrica Indigestão contém todas as modalidades em torno de Indigestão ou Desordens, e a rubrica Desordens contém todas comidas esfecíficas que causam Indigestão ou Desordens estomacais.

No capítulo ABDOMEN, todas as localizações epigástricas foram movidas para o capítulo ESTÔMAGO e foram colocadas nas rubricas gerais de ESTÔMAGO.

No capítulo EVACUAÇÃO todas as colorações foram colocadas sob a rubrica principal Coloração, assim como no capítulo URINA.

Nos capítulos GENITAIS MASCULINOS e GENITAIS FEMININOS, as rubricas Excitação, Paixão Sexual, Desejo diminuído foram re-organizadas em Desejo sexual sob as sub-rubricas diminuído ou aumentado. No capítulo GENITAIS FEMININOS, as rubricas Menstruação, Leucorréia e Lóquios foram re-organizadas com todas as modalidades gerais, sob a rubrica Geral seguido da rubrica que se refere ao “tipo de menstruação, leucorréia, lóquios”.

Um capítulo novo foi criado, contendo as rubricas da Fala, dos capitulos MENTE e BOCA, que são relacionados a problemas motores e as rubricas de Voz que antigamente eram achadas no capítulo LARINGE e TRAQUÉIA. As rubricas da Fala relacionadas com fundo emocional foram colocadas no capítulo MENTE sob o nome Falar, falando, fala.

No capítulo RESPIRAÇÃO, as sub-rubricas denominadas Difícil e Impedida foram comparadas e, por serem possuidoras do mesmo significado, elas foram combinadas e colocadas sob Difícil, com referências cruzadas para a localização original das rubricas que foram movidas. Às outras rubricas foram dadas referências cruzadas que se conectam com aquelas rubricas similares na outra rubrica principal.

O capitulo FEBRE passou a se chamar FEBRE, TEMPERATURA ALTA. O capítulo CALAFRIO para CALAFRIO, SENSAÇÃO DE FRIO. A rubrica principal Calafrio é confusa e possivelmente poderia ser combinada com rubricas similares no capítulo GENERALIDADES.

No capítulo PELE, todas as dores foram colocadas sob a rubrica Dor, com a hierarquia usual como a usada no Kent’s Repertory e como a usada após, com refinamento e atualização seguindo o texto abaixo. Na sub-rubricas de Úlceras, as dores foram re-organizadas seguindo os mesmos princípios para com as outras dores em outros capítulos.

Em GENERALIDADES, os abusos de diversas substâncias e os envenenamentos foram colocados sob a rubrica principal Abuso de, enevenenamento por.

Foi feito um trabalho de re-organização muito mais detalhado, porém seria muito extensivo se mencionássemos tudo aqui.

Adições e Referências

Foram feitas adições partindo de muitas fontes, usando informação sobre a confiabilidade dos autores, feita por homeopatas contemporâneos (por exemplo, A.Saine) e guiados por livros de revisão para aquelas fontes em revistas homeopáticas antigas. Como uma regra geral, nós tentamos fazer adições dos autores mais antigos disponíveis para aquela adição. Nós também levamos em consideração o grau da adição e a informação existente, de forma a não destruir a informação válida no Kent’s Repertory. A fonte original é creditada com suas adições em caso de dúvida. Na maioria dos casos, existe um extenso número de Materias Medicas disponíveis para confirmar e checar informação. Além do mais, os autores antigos escreveram muito mais sobre as suas descobertas do que os colegas atuais. Esta é a razão porque algumas das adições do Complete Repertory advém de fontes muito diferentes, muitas vezes mais exóticas do que o esperado. Por razões relacionadas à confiabilidade, nós não incluímos informação que não pode ser confirmada ou checada através de suas fontes escritas. As informações das fontes contemporâneas foram adicionadas somente quando já publicadas em formas de artigos e quando possuidoras de alta qualidade.

Novas rubricas foram criadas quando as mesmas não cobriam o vocabulário da Materia que constava no Kent’s Repertory. Nós estudamos o significado da informação na Materia Medica e a informação em dicionários relativos à época. Igualmente, a rubrica a ser adicionada deve possuir valor homeopático real, isto é, a nova informação deve ser informação que ajuda os homeopatas consultantes a achar o remédio certo e, sempre que possível, a rubrica deve ser a mais completa possível em termos de adições. Algo que nós procuraremos trabalhar nas futuras versões do Complete Repertory.

Novas referências cruzadas foram criadas para ajudar a localizar uma rubrica específica. A maioria das rubricas similares, mas algo diferentes, foram incluídas como referências cruzadas. Isto nos oferece melhores escolhas para os nossos pacientes e parcialmente lida com problemas os quais os homeopatas que não falam inglês ainda têm quando usam o Kent’s Repertory.

Tem sido incluída muita informação extra, tal como as rubricas que guiam o homeopata ao local certo no repertório, para achar a localização correta da rubrica que ele precisa. Esta informação consiste, na sua maioria, de vocabulário sinônimo, advindo de outros repertórios e/ou de terminologia moderna para uma rubrica específica.

Reestruturação Anatômica das Rubricas

A estrutura original de Kent seguia o esquema da cabeça-aos-dedos-dos-pés, a qual foi mantida no Complete Repertory nos capítulos EXTREMIDADES e DOR NAS EXTREMIDADES. Em outros capítulos a anatomia não foi organizada seguindo o esquema da cabeça-aos-dedos-dos-pés, mas seguindo um esquema de-dentro-para-fora, devido a posição anatômica dos tecidos afins, como nos capítulos OUVIDOS e OLHOS. Desta forma torna-se possível seguir o trajeto natural da investigação ouvido/olho, por um homeopata, bem como o trajeto do som/luz.

Foi necessária uma grande quantidade de tempo para re-locar as rubricas seguindo a orientação da função da parte anatômica descrita. Por exemplo: as glândulas salivares, que eram encontradas nos capítulos BOCA, GARGANTA EXTERNA(parótidas) e GARGANTA, foram movidas para o capítulo BOCA, devido a sua relação funcional com o capítulo BOCA, o que representa a primeira parte do trato digestivo, e também porque a saliva é produzida para iniciar a diegestão.

Utilizando a rubrica Dor no capítulo ESTÔMAGO, como um exemplo, eis uma explanação mais precisa de como foi efetuada a re-estruturação:
A estrutura anatômica começa com aquelas rubricas que não possuem uma descrição anatômica específica, como ‘entranhada’, ‘superior’, ‘frente, anterior’, ‘atrás, posterior’, indo de dentro (entranhada) e de cima (superior), para frente, depois para os lados (não válido neste caso) e para trás. Após estas rubricas anatômicas menos específicas, seguiram-se as rubricas mais específicas, porém menos específicas para localização, tais quais:
‘diafragma’, ‘linea alba’, ‘gânglio linfático, inguinal’, ‘músculos’, ‘nervos’, ‘ossos pélvicos’ e ‘pele, externo’, obedecendo a ordem alfabética.

Especificamente para o capítulo ABDOMEN, foi realizada uma divisão em setores, isto é, hipocôndrios, lados, região umbilical, começando pelo medial-superior (hipocôndrios) para superior-lateral (lados) dirigindo-se para baixo seguindo as mesmas regras. Após esta divisão em setores, seguiram-se as rubricas anatômicas mais específicas (órgãos), como demonstrado a seguir: ‘intestinos’, ‘fígado’, ‘baço’ e ‘pâncreas’.

A melhor maneira de estudar a estrutura anatômica se obtém estudando o capítulo ÍNDICE ANATÔMICO, que consta no último capítulo do repertório eletrônico.

Outro bom exemplo da divisão medial-superior para distal-inferior pode ser encontrada no capítulo CABEÇA: ‘vértice’, ‘fronte’, ‘occipício’, ‘lados’ e ‘têmporas’.

Reestruturação das Rubricas Gerais

A maior parte das sub-rubricas, a maioria denominadas modalidades, as quais não constavam em Kent, foram revisadas. Era uma mistura de rubricas, isto é, modalidades misturadas com sensações, alternâncias, concomitâncias etc. No Complete Repertory, tudo que não era modalidade, causa ou concomitância, foi re-locado. Sintomas alternantes foram colocados no começo das sub-rubricas, quando válido, porque eles podem ser muito importantes, eles não são modalidades, causa ou concomitâncias. As rubricas específicas nos dão informações muito mais detalhadas sobre as rubricas principais, mas elas não são modalidades, causas ou concomitâncias. Elas eram principalmente características, específicas e/ou particulares, e elas foram ordenadas após a locação/anatômica das rubricas.

Alguns exemplos:
Em Kent, ‘RETO; Diarréia; geral periódica/inverno, no/primavera,na’ foi movida para as rubricas de tempo. Na mesma rubrica principal, ‘melhora todos os sintomas’ foi movido para o capítulo GENERALIDADES. Na mesma rubrica principal ‘indolor’foi movida para baixo, ou seja, para junto das rubricas particulares ou típicas, específicas.
Em Kent encontramos ‘BOCA; Protrair, língua’ com as sub-rubricas ‘não consegue’, ‘dificuldade, com’, ‘oscilante’, ‘rapidamente, para dentro e para for a como uma cobra’, ‘sono, durante’ e ‘espasmodicamente’. Antes de mais nada, a rubrica principal significa que a pessoa possui uma língua protraída, está com a língua para fora. Por consequência, ‘consegue, não’ não é uma sub-rubrica desta rubrica principal, pois seu significado é diferente. Foi criada uma nova rubrica, que se lê ‘geral’. Desta forma, agora, ‘difícil’, ‘geral’, ‘impossível’ e uma nova rubrica ‘dolorida’, se encontram no mesmo nível.

Sob ‘geral’ vêm as sub-rubricas: ‘sono, durante’, a qual é uma modalidade e segue a mesma. Uma vez que elas são típicas, específicas ou particulares, ‘convulsiva, espasmódica’ e ‘rapidamente, para dentro e para fora como uma cobra’ agora apontam para a rubrica ‘Movimento; língua; cobra, como’.

Uma vez que já havia sido estabelecido em versões prévias do Complete Repertory, que as informações específicas são mais importantes que as localizações (em Descolorações, nas Erupções), passou-se a aplicar esta mesma regra em todos os lugares.

No Kent’s Repertory, isto sempre foi muito confuso, uma vez que ele aplicou estas regras em alguns locais, porém em outras ele procedeu de forma diferente.

Sempre que for feita uma procura por uma rubrica que contenha informação específica, e também uma referência de localização/anatômica, primeiro olhe para o específico e, em uma das sub-rubricas vai se achar a parte anatômica que se procura, se disponível.

Exemplo:
Em Kent: ‘ABDOMEN; Inflamação; fígado; crônica’. No Complete Repertory é colocado da seguinte maneira: ‘ABDOMEN; Inflamação; crônica; fígado’.
Em Kent: ‘ABDOMEN; Hérnia; femoral; inguinal; estrangulada’. No Complete Repertory é colocado da seguinte maneira: ‘ABDOMEN; Hérnia; geral; estrangulada; região inguinal’.

Legenda ao Repertório Completo

(Download exemplos das páginas do repertório da página do Complete Repertory na seção dos Repertórios.)

Referências e Referências Cruzadas

As referências cruzadas estão conectadas às rubricas que não contêm nenhum remédio, e apontam para as rubricas que contêm remédios. Elas apontam para as rubricas que contêm remédios e estão localizadas como as primeiras sub-rubricas da rubrica principal a qual elas pertencem.

Números Identificadores dos Autores

Nós baseamos o número de identificação do autor em cronologia, baseado no ano que este autor primeiramente publicou o seu trabalho. Este sistema habilita o usuário a ter uma idéia a cerca do tempo em que a adição foi feita e por qual autor. Os números dos autores estão dispostos superiormente e depois da abreviação do remédio.

Os três últimos dígitos de um autor de número de quatro dígitos são usados para especificar o lugar do autor no sistema cronológico que nós utilizamos, o qual começa com o número 1 para Hahnemann, portanto sendo considerado o homeopata mais antigo. Uma vez que nós começamos com uma lista bastante completa de autores que nós queríamos dar um número de identificação apropriado, a maioria dos números de identificação caiu na categoria de 1 a 3 dígitos. Mesmo assim, é claro que muitos autores foram acrescentados depois no processo. Estes autores levaram um número de 4 dígitos, onde o primeiro dígito somente indica o tempo da primeira, segunda, terceira ou até mesmo a quarta revisão.

Exemplo: 1=Hahnemann S.; 2=Stapf E.;1002=Hartmann F.(um contemporâneo de Stapf, mas adicionado na primeira revisão); 2002=Jörg J.C.G.(um contemporâneo de Stapf, mas adicionado na segunda revisão); 100=Blackwood A.L.; 1100=Shedd P.W.(um contemporâneo de Blackwood, mas adicionado na primeira revisão) etc.

Grau dos Remédios

Remédios dispostos na fonte de tipo normal são os remédios de grau 1.
Exemplo: arg-n.
Remédios dispostos em negrito-itálico são os remédios de grau 2.
Exemplo: arg-n.
Remédios dispostos em MAIÚSCULO-NEGRITO são os remédios grau 3.
Exemplo: ARG-N.
Remédios dispostos em MAIÚSCULO-SUBLINHADO são grau 4.
Exemplo: ARG-N.

Dispondo-os desta forma, faz-se uma clara distinção dos graus, nãotão claramente encontrada no repertório de Kent e outros repertórios.

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